Havana Velha a pé
Começa com um cortadito bem forte numa janelinha de rua e percorre as quatro praças coloniais, da Plaza Vieja à Plaza de la Catedral. Visita o Capitólio, almoça num paladar e termina o dia no Malecón ao pôr do sol.
A capital de Cuba é uma cidade de fachadas pastel a descascar, muros marítimos salpicados de sal e carros americanos dos anos 50 a rolar ao som do son e da salsa tocados ao vivo. O tempo parece ter parado algalgures em meados do século XX e, ainda assim, Havana pulsa de música, rum e um calor fácil e sem pressas.
Percorre de dia as praças restauradas de Havana Velha e, ao entardecer, junta-te aos havaneses no Malecón, quando a cidade inteira sai para ver o sol afundar-se no Estreito da Florida. É romântica, gasta pelo tempo e absolutamente viva.
Começa com um cortadito bem forte numa janelinha de rua e percorre as quatro praças coloniais, da Plaza Vieja à Plaza de la Catedral. Visita o Capitólio, almoça num paladar e termina o dia no Malecón ao pôr do sol.
Aluga um descapotável de época para uma volta pelo Malecón até ao Vedado, passando pelo Hotel Nacional e pela Necrópolis. Aos domingos apanha a rumba no Callejón de Hamel e remata a noite na Fábrica de Arte Cubano.
Segue três horas para oeste, até ao vale do tabaco de Viñales e aos seus mogotes calcários. Anda a cavalo pelos campos, vê enrolar um charuto à mão e regressa a Havana para jantar.
O centro histórico classificado pela UNESCO, feito de praças de calçada, igrejas barrocas e palácios coloniais em tons pastel desbotados. Passeia da Plaza Vieja à Plaza de la Catedral e deixa-te levar entre músicos de rua e aromas de rum e charuto.
O lendário paredão de oito quilómetros onde toda a Havana se junta para pescar, namorar e ver o pôr do sol. Vem ao entardecer, quando as ondas rebentam sobre o muro e os carros clássicos passam sob a luz dourada.
A praça mais bonita da cidade velha, dominada por uma catedral barroca de pedra coralina com duas torres desiguais. Bebe um mojito n'La Bodeguita del Medio, ao virar da esquina, antigo reduto de Hemingway.
Cadillacs e Chevys dos anos 50 em cores de rebuçado, convertidos em táxis e passeios descapotáveis pela cidade. Aluga um por uma hora e percorre o Malecón até ao Vedado — puro cinema havanês.
Um beco estreito de Centro Habana coberto de murais afro-cubanos e arte reciclada. Vem ao domingo por volta do meio-dia, quando os tambores de rumba arrancam e os dançarinos transformam a rua inteira numa festa.
Um vale verde de campos de tabaco e mogotes calcários cobertos de mata, a três horas a oeste da Havana. Vai a cavalo até uma quinta de tabaco de Vueltabajo e vê um charuto enrolado à mão pelo próprio camponês.
O centro histórico de calçada, com as suas quatro grandes praças coloniais, museus e melhores restaurantes. A base mais óbvia para uma primeira visita, com tudo à distância de um passeio.
O coração cru e sem maquilhagem entre a cidade velha e o Vedado, tudo prédios a desfazer-se e vida do dia a dia a todo o gás. Vem cá pelo Callejón de Hamel e por uma Havana sem filtro.
O bairro arborizado dos anos 50, de largas avenidas, com o Hotel Nacional e a melhor vida noturna da cidade. Ideal para caves de jazz, cinemas e o Malecón ao pôr do sol.
O oeste calmo e elegante, de ruas ladeadas de árvores, mansões e embaixadas. Bom para uma base mais requintada e sossegada, longe da azáfama.
O prato nacional de Cuba: carne de vaca desfiada, estufada lentamente num molho apimentado de tomate e pimento. Servida com arroz, feijão e banana-pão frita — pede-a num paladar privado.
Feijão preto e arroz cozidos juntos com alho, cominhos e um toque de porco. O acompanhamento saboroso que vem com quase todos os pratos cubanos.
Rum branco, lima, hortelã, açúcar e soda, nascido nos bares de Havana. Bebe-o bem gelado n'La Bodeguita del Medio ou em qualquer esquina à sombra.
Rum, lima e açúcar, batido ou frappé, aperfeiçoado no longo balcão d'El Floridita. Pede um daiquiri natural e segue o velho rasto de Hemingway.
A estação seca, de novembro a abril, é a altura ideal: quente, soalheira e bem menos húmida. O verão, de maio a outubro, é quente, pegajoso e cai na época dos furacões, enquanto o Carnaval de Havana, em agosto, enche as ruas de ritmos de conga.
Havana Velha explora-se melhor a pé, com todas as grandes praças perto umas das outras. Para trajetos mais longos apanha um táxi de carro clássico, um coco-táxi amarelo ou um almendrón partilhado em rotas fixas — combina sempre o preço antes de entrar e leva bastante dinheiro, pois os cartões raramente funcionam.
Um orçamento diário realista por pessoa, em três estilos.
Havana é uma cidade acessível, mas os preços podem variar bastante.